Nos dias 25 e 26/10 participei do Healthcare Innovation Show (HIS), evento focado em inovação na saúde que teve ótimas palestras e oportunidades de networking. Com um formato bem interessante, um único palco com quatro trilhas simultâneas, pude verificar que o sistema de saúde como um todo está deitado no divã numa crise existencial.

Muito se ouviu sobre a falta de colaboração e compartilhamento entre os diversos atores, principalmente quando o assunto é a remuneração baseada no valor. Pensando na usual letargia – onde muito se fala e pouco se faz – fiquei feliz que algumas organizações importantes não se encostaram nas cordas e foram a luta. Belos exemplos disso foram os casos como da parceria Intermédica/Einstein para os crônicos com problemas de coluna e do novo modelo de remuneração de cooperados da UNIMED-BH.

Outro ponto que me chamou a atenção foi a onda de startups que focam nos programas de prevenção da saúde em empresas. Bom sinal que estamos com uma massa crítica de empresas inovadoras que vão ajudar as empresas a acordar para a gestão de saúde como um fator de melhoria da qualidade da condição dos colaboradores, além de trazer instrumentos para controlar de uma das contas mais salgadas que as empresas precisam pagar.

Dos diversos temas abordados, um dos principais queridinhos foi a inteligência artificial. Muito se falou, muita expectativa sobre os resultados, mas nada ainda concreto, o que é natural dado o pouco tempo que a tecnologia tornou-se mais acessível. Até porque, o churrasco de picanha não fica pronto se a churrasqueira não tiver carvão quente. Isto é, para que a inteligência artificial apresente resultados firmes, precisamos de dados com qualidade e que a interoperabilidade saia do papel.

Acredito que mais vale os gestores incorporarem na sua rotina a avaliação de indicadores, gerados a partir de dados que já estão em seus sistemas e que realmente os façam agir para aumentar a qualidade dos desfechos com os mesmos custos ou mantê-la com custos menores.

As datas do HIS2018 já estão na minha agenda e espero que a gestão “data-driven” também esteja nas agendas de quem lidera e pode fazer a diferença nas organizações de saúde.
A ver…

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