Final de ano chegando e nosso último post vai na linha das previsões para 2018. A FORBES lançou suas previsões sobre novas tecnologias na saúde (você pode ler o original aqui) e afirma que a receita da indústria global passará de um trilhão de dólares (:o).

Todo ano na Frost&Sullivan, o time de saúde transformacional levanta as previsões mais significativas para o novo ano que se aproxima. Mesmo com incertezas políticas no mercado americano e a pressão crescente nos custos, a indústria global de saúde registrará uma taxa de crescimento estável durante 2018 e cruzará a marca de US$1.85 trilhão (algo como R$6.1 trilhões) em receitas. Os investimentos em saúde digital ultrapassaram a US$6.5 bilhões (R$21.5 bilhões) em 2017, uma alta de 109% desde o último ano.

Mais do que isso, espera-se que a curva de crescimento continue no próximo ano, já que as tecnologias e soluções em plataforma que promovem inovação em relação a qualidade do cuidado, desfechos e gestão de doentes crônicos, irão continuar a crescer. Oportunidades de alto crescimento em mercado emergentes irão alterar os paradigmas de desenvolvimento de produtos e implantações baseadas em áreas geográficas.

Seguem as 10 principais previsões para o mercado global de saúde em 2018:

1) Soluções como serviço irão se tornar uma ferramenta poderosa para se atingir vantagem competitiva na saúde.

Soluções como serviço ganharão mais proeminência com a abertura de novos canais de receita para sustentabilidade futura da indústria de saúde. Estima-se que os modelos baseados em serviço contribuirão entre 2% a 3% da receita de empresas líderes em fármacos e serviços, nos próximos 2 a 3 anos.

Acompanhando essa transição em direção a modelos de negócio com foco em PaaS (plataformas como serviços) e DaaS (análise de dados como serviço), os investimentos, despesas e receitas continuarão a mudar de CapEX (despesas com capital) para OpEX (despesas operacionais) assim relacionados à capacitação da TI para colaborar no atingimento dos resultados desejados para o negócio.

Transformar dados em ações será a nova fonte de inovação e de canais futuros de receita orientados a serviços, onde a diferenciação através de soluções inteligentes e serviços para benefícios de saúde será o ponto crítico para demonstrar valor para os usuários finais.

2) Nuvem emerge como uma plataforma essencial ao longo de múltiplos setores já que os stakeholders demandam por eficiência nos custos

Com o volume e complexidade crescentes nos dados de saúde, a nuvem emergirá como uma plataforma essencial já que as necessidades de flexibilidade no armazenamento de dados de saúde se expandirão por todos os stakeholders.

A demanda crescente para entregar saúde, com base em remuneração pela qualidade do desfecho e com medicina de precisão, necessitará da implantação de plataformas escaláveis em nuvem, para integrar os diversos conjuntos de dados que promoverão o estabelecimento de novos modelos de cuidado e soluções de analytics em tempo real.

3) Grandes empresas de tecnologia terão recompensas significativas de seus investimentos

Frost & Sullivan antecipa que durante 2018, a FDA (Agência reguladora de alimentos e medicamentos nos EUA) irá trazer, com seu programa de aprovação rápida de terapias digitais e aplicativos de saúde, um ímpeto significativo para participantes não tradicionais no mercado de saúde – como Apple, Google, Samsung e Fitbit – entrarem na área médica. Além disso, haverá uma convergência fundamental da saúde com TI e industrias de varejo para alavancar as boas práticas dos modelos tecnológicos e de negócios que almejam estar centradas nos pacientes e em inovações.

4) Aumento na adoção de testes clínicos virtuais e remotos com foco na eficiência e centrados nos pacientes

Inscrições antecipadas e integração de dados de wearables e aplicativos móveis demonstram os benefícios motivadores relativos a redução nos custos dos testes, otimização dos processos e demonstração da eficácia em casos práticos. Aproximadamente 20% dos testes clínicos em nível global irão adotar alguma forma de virtualização – soluções mHealth ganharão tração máxima nos próximos 12 a 18 meses.

Tecnologias como mHealth e wearables que foram tradicionalmente subutilizadas nas pesquisas clinicas estão ganhando tração com modelos BYOD (bring your own device – traga seu próprio dispositivo) e rapidamente se tornando um padrão.

5) Robôs para cirurgias e assistência à saúde dentro dos hospitais terão alta penetração

Dado a necessidade para aumentar o desempenho e reabilitação de pacientes mais velhos, junto com a escassez na oferta de cuidadores, espera-se que se propague a demanda global por assistência à saúde. Com o crescimento esperado na competição, para se ganhar liderança inicial e tração nesse mercado será chave encontrar o tipo certo de parceiro para o tipo certo de tecnologia robótica. A previsão é que por volta de 2025, 80% dos procedimentos cirúrgicos serão executados por robôs.

6) Países da Ásia e Pacífico liderarão os projetos de hospitais inteligentes

Muitos avanços digitais e tendências de mercado, incluindo o conceito de cidade inteligente, estão demandando a necessidade dos hospitais para se tornarem inteligentes. Em 2018, Coreia do Sul, Austrália, Cingapura e Malásia contarão com aproximadamente 3.200 leitos em hospitais inteligentes. Contudo, a interoperabilidade e cibersegurança continuarão como os maiores desafios para a implementação de soluções para hospitais inteligentes.

7) Mesmo com os crescentes investimentos, ataques cibernéticos dobrarão na indústria de saúde em 2018

Como a indústria de saúde continua a digitalizar todas as suas informações, continuará a atrair mais atenção dos cibercriminosos. Envolvo nisso está o fato que as questões de cibersegurança resultarão em milhões de dólares de risco para empresas medtech (focadas em tecnologias para medicina) ou fornecedores de dispositivos individuais. Isto praticamente obriga que governos, autoridades de saúde e integradores OEM de dispositivos médicos, trabalhem mais colaborativamente para lançar frequentemente protocolos e declarações de fabricantes que fortaleçam a consciência bem como o desenvolvimento de soluções de gestão de risco.

8) Programas incentivados de bem-estar ganharão popularidade

Baseado em estimativas da indústria, por volta de 52% da força de trabalho está acima do peso e 76% brigando com seu bem-estar. Mesmo assim, apenas 9% da força de trabalho mundial atualmente tem alguma forma de acesso aos programas de bem-estar patrocinados pelas empresas, o que torna isso um imperativo de negócio para os empregadores.

Como um resultado, no próximo ano, incentivos baseados em insights extraídos de dados se tornarão um padrão mundial para as parcerias entre operadoras e empregadores que executam programas de bem-estar. Por exemplo, operadoras privadas como a Vitality e Prudential no sul da Ásia; Discovery na África; Grupo UnitedHealth e Oscar nos EUA irão estar à frente nessa tendência.

9) Inteligência artificial irá dominar o segmento de diagnóstico por imagem

Espera-se que a inteligência artificial (IA) assuma o papel principal no futuro das imagens médicas, através da automação de processos, melhoria na produtividade dos fluxos de trabalho e aumento na acurácia do diagnóstico. A operacionalização de plataformas de IA, que usam técnicas avançadas de aprendizado junto aos fluxos de imagens médicas, pode resultar em ganhos de produtividade na ordem de 10% a 15% através da ampliação do trabalho dos radiologistas e melhoria em 2 a 3 anos nos resultados das classificações de pacientes.

10) O Blockchain terá casos concretos de geração de retorno sobre investimento

Blockchain na saúde, embora ainda relativamente imaturo, trará demonstrações significativas do seu potencial. Por exemplo, durante 2018 veremos que implementações iniciais de soluções blockchain começarão a gerar implicações na gestão de contas médicas, nas empresas terceirizadas responsáveis pelo faturamento dos provedores e nos ecossistemas de fornecedores de soluções para gestão do ciclo de receitas. Além disso, será um ano excitante para atividades envolvendo ICO (initial coin offering – oferta inicial de moeda) e venda de tokens, com grandes aspirações para disrupção e empoderamento dos clientes na área de saúde.

2018 será certamente um ano excitante para a saúde e esteja preparado para algumas grandes transformações e novos entrantes nesse mercado. Qual sua opinião sobre essas tendências? Interaja e deixe seus comentários.

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