Realizar o monitoramento de pacientes crônicos traz vantagens operacionais e administrativas para as operadoras. A epidemia de doenças crônicas não transmissíveis é um problema crescente e coloca em alerta o mundo todo. A Comissão Independente da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre Doenças Crônicas Não Transmissíveis constantemente divulga relatórios e cobra medidas mais eficazes de prevenção. Estima-se que câncer, diabetes, doenças pulmonares e cardiovasculares matem 41 milhões de pessoas por ano. Este número equivale a 71% de todas as mortes no mundo.

Ainda segundo a OMS, em dados revelados no estudo “Saving lives, spending less” investir em prevenção e tratamento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), além de salvar vidas, economiza recursos. De acordo com o estudo, se os países mais pobres do mundo investirem em programas eficazes, economizarão um montante de 350 bilhões de dólares até 2030. O cálculo baseia-se na estimativa de que cada doente custe cerca de 1,27 dólar por pessoa a cada ano. Isso representa salvar mais de 8 milhões de vidas no período.

Se o monitoramento de pacientes crônicos deve ser prioridade para os governos, o mesmo vale para as operadoras de saúde. Com o envelhecimento da população e os hábitos de vida atuais – de má alimentação e sedentarismo – é exponencial o crescimento de pacientes desse tipo na carteira. Mais grave ainda quando observa-se o aumento no número de procedimentos relacionados à falta de cuidado. Ou seja, a condição crônica descompensada demanda intervenções que poderiam ser evitadas. O resultado é um desequilíbrio financeiro que, em casos extremos, pode até inviabilizar a operação do plano de saúde.

Monitoramento de pacientes crônicos para a redução de custos

Como bem apontado pelo relatório da OMS, atuar preventivamente é o melhor meio de salvar vidas e economizar recursos. No entanto, a urgência necessária para a resolução do problema acende um sinal de alerta. Leva também a uma reflexão: não basta informar, é preciso que a informação chegue a quem precisa. O que ocorre é que, se a operadora não possui um sistema de tecnologia adequado para a identificação desses pacientes, os dados ficam dispersos e as ações de prevenção não têm a efetividade necessária.

O Dictas traz um panorama para a operadora de como está a sua carteira, por perfis de pacientes. Os algoritmos conseguem identificar os pacientes crônicos de determinada população com base apenas nas informações disponíveis na operadora. Sem a necessidade de aplicar questionários auto-referidos, é possível ainda caracterizar a quantidade de pacientes crônicos compensados (realizando os procedimentos preventivos necessários para a sua condição) e descompensados (aqueles com visitas frequentes ao pronto socorro e internações hospitalares relacionadas à complicações). O Dictas também consegue levantar a quantidade de determinados tipos específicos de doentes crônicos, como oncológicos, diabéticos, renais crônicos, etc. Assim, consegue-se fazer a gestão das diferentes carteiras de forma específica. É possível agir efetivamente por região, por empresa, por tipo de doença, etc.

Como a operadora sabe se o monitoramento de pacientes crônicos está sendo efetivo?

Parece lógico que uma ação preventiva direcionada ao foco do problema será eficaz, mas nem sempre é o caso. Muitas vezes, a abordagem escolhida não foi correta, o período escolhido não foi adequado, entre outras situações. Ou, ainda, houve a interferência de fatores que fogem ao controle da operadora. O fato é que, manter o controle sobre os dados de antes e depois de determinada ação junto aos beneficiários é fundamental para medir a efetividade da abordagem.

Com os dados oferecidos pelo Dictas, é possível, de forma rápida e simples, aplicar filtros específicos. Assim, pode-se e comparar, por exemplo, se houve aumento no pedido de exames para a prevenção de câncer de mama após uma campanha. Ainda, se diminuíram as amputações de diabéticos descompensados após mutirão de visitas das equipes de saúde da operadora. Dessa forma, os números indicam onde vale investir ou se é mais eficaz pensar em uma outra estratégia.

Monitoramento de pacientes crônicos diminui número de exames

A melhor forma de gerenciar os custos da operadora de saúde é conhecendo o perfil epidemiológico da sua população estudada. A partir daí, gerir a qualidade e efetividade dos serviços realizados, e não dificultando ou impedindo acesso para reduzir custos. Ao identificar que determinado paciente ou grupo de pessoas está realizando o mesmo exame repetidas vezes, é possível investigar e chegar à causa do problema.

Uma tomografia, por exemplo, expõe o paciente a uma radiação de mais 200 vezes que um exame de raio-x. Porém, poucos pacientes sabem disso. Na outra ponta, estão alguns médicos que sequer perguntam se há exames recentes realizados pelo paciente crônico, Dessa forma, acabam solicitando repetições desnecessárias. Isso sem falar em abusos e fraudes presentes em alguns prestadores. Um estudo realizado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), estima que“cerca de R$ 22,5 bilhões dos gastos das operadoras de planos de saúde do País com contas hospitalares e exames, em 2015, foram gerados indevidamente.”

Nesse contexto, usar a inteligência artificial para monitorar e conhecer a população é urgente e necessário. Para ilustrar o impasse, gosto de citar uma frase que, na minha opinião resume o problema:

“Na saúde suplementar, quem escolhe o procedimento (prestador) não é quem utiliza, quem utiliza (paciente) não é quem paga, e quem paga (operadora) não escolhe o procedimento.”

Equilibrar essa relação para que ela seja vantajosa para as três partes demanda uma mudança. É necessário migrar para um modelo colaborativo entre todas estas partes. E para esta mudança, é fundamental construir sobretudo uma relação de confiança. Por isso, acreditamos na facilidade transparência das informações, com responsabilidade. E esta é a missão do Dictas.

 

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